Polícia Federal apresenta projeto para criação de Força-Tarefa inédita no país contra crimes cibernéticos

Polícia Federal apresenta projeto para criação de Força-Tarefa inédita no país contra crimes cibernéticos



Mais um passo para reforçar o combate aos ataques hackers foi dado nessa quinta-feira (24/2). A Polícia Federal realizou, em São Paulo, uma reunião com a participação de grandes empresas e instituições financeiras para apresentar um projeto de cooperação no enfrentamento às ameaças cibernéticas.


A iniciativa da PF, inédita no país, visa unir esforços contra este tipo de crime e buscar aliados no setor privado. O evento contou a participação de, pelo menos, 20 instituições. Entre elas, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Santander, Federação Brasileira de Bancos (Febraban), XP, Mercado Livre, Zetta e ainda associações financeiras, de crédito e do varejo.


O objetivo do encontro foi apresentar um projeto de cooperação para combater ameaças cibernéticas e, para isto, deverá ser criada uma Força-Tarefa do setor público e do privado para tornar o espaço cibernético mais seguro. A intenção é gerar uma maior proteção dos dados pessoais e financeiros dos cidadãos.


O crescimento de ataques virtuais – como, por exemplo, as extorsões digitais conhecidas como ransomware – sofridos por instituições públicas e empresas reforçam a necessidade de uma atuação conjunta e preventiva.


Para isso, a Polícia Federal já instituiu a Unidade Especial para Investigação a Crimes Cibernéticos e pretende apresentar para a sociedade uma forma de atuação unificada, objetivando preservar a integridade das informações e processos digitais das instituições e empresas privadas. A iniciativa busca a troca de informações para tornar as investigações policiais cada vez mais efetivas e eficazes contra a chamada cibercriminalidade.


A expectativa é que este compartilhamento de informações gere um constante aperfeiçoamento das defesas digitais por parte das instituições e das empresas. A Força-Tarefa ainda visa desarticular organizações criminosas que cometem crimes cibernéticos, preservar a soberania nacional de ataques contra instituições públicas brasileiras e, um dos efeitos esperados, é o fortalecimento da segurança nacional para atrair investimentos externos.


No encontro, foram apresentados os dispositivos legais que viabilizarão essa parceria.

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