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sábado, 14 de maio de 2022

Inverno faz prosperar lavouras do Programa Banco de Sementes

Inverno faz prosperar lavouras do Programa Banco de Sementes



Os resultados do bom inverno de 2022, na região do semiárido, estão aparecendo nas lavouras plantadas com as sementes de milho, feijão e sorgo distribuídas pelo Governo do RN através do Programa Banco de Sementes, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) e executado pela Emater-RN.


Através do programa, os agricultores familiares garantem o plantio de subsistência com o milho e feijão, e suporte forrageiro para o rebanho com o sorgo. Foram 724,12 toneladas de sementes para reposição dos bancos na safra deste ano, das quais 129,1 toneladas foram de feijão IPA 207; 118,4 toneladas do tipo Riso do Ano; 306,2 toneladas de milho Cruzeta; e 170,26 toneladas de sorgo forrageiro.


Pelo Rio Grande do Norte afora, o Programa Banco de Sementes atendeu 162 municípios, 1813 bancos de sementes e beneficiou 55.761 agricultores familiares cadastrados pela Emater-RN. O investimento chegou a R$ 9,8 milhões, sendo R$ 3,5 milhões a mais que em 2021.


O município de Mossoró, por exemplo, concentra a maior quantidade de famílias atendidas pelo programa, 1728 no total. Segundo o engenheiro agrônomo e extensionista do escritório da Emater de Mossoró, Alexandre Dantas, depois que as sementes são entregues no início do ano, os técnicos fazem vistorias nas lavouras aproveitando visitas de campo relacionadas a outras ações e acompanham o desenvolvimento do que foi plantado. Com esse contato permanente, conseguem agir em caso de pragas ou doenças e reportam esses casos por meio de relatório técnico à Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape).


Outro meio de acompanhar o desenvolvimento do plantio é com o uso da tecnologia, através dos grupos de mensagem. “Nossa zona rural é muito extensa. E, para facilitar esse contato, já utilizamos grupos de mensagem para fazermos mobilização dos agricultores para reuniões e outros assuntos, principalmente após a pandemia. Então, trocamos muitas informações por esse meio. Os agricultores postam fotos e têm acesso direto conosco”, disse Alexandre Dantas.


Atualmente, os técnicos da Emater estão realizando a prestação de contas dos bancos de sementes junto à Sape. Os dados são atualizados até meados do ano e subsidiam o planejamento para a safra do ano seguinte. A agricultora Risolene Vitorino de Oliveira Lima, do P.A. Fazenda Hipólito, plantou este ano seis hectares, sendo quatro hectares de milho. A maior parte ela ainda compra, mas as sementes recebidas pelo programa já ajudam no montante final do que colhe. No entanto, o sorgo e o feijão cultivados por Risolene são totalmente vindos da ação do Governo do Estado.


Agricultora da Agrovila Montana, do Assentamento Maísa, Ivete Dantas da Rocha plantou 9,5 hectares, sendo a área de feijão totalmente do Programa Banco de Sementes. O milho e o sorgo são um incremento. Do outro lado do estado, na região Agreste, os agricultores também estão presenciando o bom desenvolvimento das lavouras devido ao bom tempo e à entrega das sementes em prazo oportuno, ainda no mês de janeiro.


A agricultora Josefa Gomes, da comunidade Piranhas, no município de Santo Antônio, plantou uma área de dois hectares de milho, cujos grãos serão destinados à alimentação de pequenas criações. Já o agricultor Gilvane de Oliveira Rocha, da comunidade Barrentas, em Serrinha, é beneficiário do projeto Dom Helder Câmara desde 2017, outra ação executada pela Emater, e tem eu seu sítio uma área plantada de 1 hectare de milho, destinada à conservação de forragem.


Segundo o técnico agrícola Aureliano Ribeiro, que atende nos municípios de Santo Antônio e Serrinha, as sementes de milho, feijão e sorgo estão aptas à silagem após 75, 45 e 90 dias, respectivamente. No regional de São José de Mipibu, são 130 bancos de sementes e 3746 agricultores familiares cadastrados pela Emater-RN.



Agora RN

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