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13 de março de 2020

Nota Técnica do Núcleo de Epidemiologia do Hospital de Caraúbas sobre o coronavírus




NOTA TÉCNICA Nº 05/2020/SESAP-SUVIGE/SESAP-CPS/SESAP- SECRETÁRIO

O   cenário   de   EMERGÊNCIA   EM   SAÚDE   PÚBLICA   por   doença respiratória,    causada    pelo    novo    coronavírus,    conforme    orientação    da Organização Mundial de Saúde – OMS, revela a necessidade de divulgação de informações sobre o novo vírus na perspectiva orientar os profissionais de saúde na esfera estadual e municipal nas ações de resposta rápida, efetivas, frente a um caso suspeito do novo coronavírus. Ressaltamos a importância desse, uma vez que se aproxima a o período de sazonalidade do vírus Influenza, tendo sua sintomatologia semelhante.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, por meio  da  Subcoordenadoria  de  Vigilância  Epidemiológica  –  SUVIGE,  vêm fortalecer   as   recomendações   da   OMS,   com   a   finalidade   de   alertar   os profissionais de saúde quanto há um possível caso sintomatológico de doença respiratória que tenha histórico de viagem para as áreas de transmissão nos últimos  14  dias  e  que  atenda  a  definição  de  um  caso  suspeito  do  novo coronavírus (COVID-19).

CORONAVÍRUS

É  um  vírus  que  causa  a  síndrome  respiratória  aguda  grave  afetando principalmente o trato respiratório superior em seres humanos, em animais pode causar lesões nos sistemas nervosos  respiratório, hepático, gastrointestinal e neurológico.

Geralmente,  infecções  por  coronavírus  causam  doenças  respiratórias leves  a  moderadas,  semelhantes  a  um  resfriado  comum.  Alguns  coronavírus podem  causar doenças  graves  com  impacto importante  em  termos  de  saúde pública, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em
2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada em 2012. 

A infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19) o espectro clínico não está descrito   completamente, bem como não se sabe o padrão de letalidade,
mortalidade, infectividade, e transmissibilidade.

Não há vacina ou medicamento específico disponível.

AGENTE ETIOLÓGICO: Família: CORONAVIRIDAE Os nomes oficiais são:

•   Doença: doença de coronavírus (COVID-19)
•   Vírus: síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2)

SINAIS   E   SINTOMAS:   Os   principais   sintomas   clínicos   referidos   são principalmente respiratórios (Exemplos: tosse, febre e dispneia - dificuldades ao respirar).

MEDIDAS    QUE    EVITAM    A    TRANSMISSÃO    DO    NOVO CORONAVÍRUS E OUTRAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

Até o presente momento não há conhecimento de formas de prevenção mais efetiva  do  que  a  não  exposição  ao  vírus,  sendo  assim,  não  há  precauções adicionais recomendadas para o público em geral, no entanto recomenda-se:

•   Lavagem de mãos frequente com água e sabão, com duração mínima de
20 segundos, na indisponibilidade de água e sabão utilizar álcool em gel a 70%;
•   Evitar tocar nos olhos, nariz e boca, com as mãos não lavadas;
•   Evitar contato próximo com pessoas doentes;
•   Ficar em casa quando estiver doente;
Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com lenço de papel descartável, jogando-o no lixo após uso;
•   Manter os ambientes bem ventilados;
•   Limpar e desinfetar objetos e superfície tocados com frequência;
•   Não compartilhar objetos de uso pessoal (talheres, pratos ou garrafas);
•   Evitar aglomeração de pessoas;
Evitar  contato  próximo  com  animais  selvagens  e  animais  doentes  em fazendas ou criações;
Evitar viagens à países com transmissão local do vírus, neste momento, e se possível evitar locais com casos suspeitos da doença. 

TRANSMISSÃO DO COVID-19


As investigações sobre transmissão do novo coronavírus ainda estão em andamento,   mas   a   disseminação   de   pessoa   para   pessoa,   ou   seja,   a contaminação   por   contato   está   ocorrendo. É   importante   observar   que   a disseminação de pessoa para pessoa pode ocorrer de forma continuada.

Alguns   vírus   são   altamente   contagiosos  (como sarampo),  enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se  espalha  de  pessoa  para  pessoa,  e  nem  estimativas  de  quantas  pessoas podem  ser  infectadas,  bem  como  não  foi  definido  a  forma  de  transmissão, acredita-se  que  tenha  ocorrido  principalmente  por  meio  de  gotículas,  como também transmissão por aerossóis em pacientes submetidos a procedimentos de vias aéreas.

Assim,  pode-se  inferir  que  o  modo  de  transmissão  dos  coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:

•   Gotículas de saliva;
•   Espirro;
•   Tosse;
•   Catarro;
•   Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
Contato  com  objetos  ou  superfícies  contaminadas,  seguido  de contato com a boca, nariz ou olhos.

Na  população,  a  disseminação  de  MERS-CoV   e  SARS-CoV  entre pessoas  geralmente  ocorre  após  contatos  próximos,  sendo  particularmente vulneráveis   os   profissionais   de   saúde   que   prestam   assistência   a   esses pacientes. Nos surtos anteriores de SARS e MERS os profissionais de saúde representaram uma parcela expressiva do número de casos, tendo contribuído para amplificação das epidemias.

A transmissibilidade dos pacientes infectados por SARAS – CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do novo 

coronavírus (COVID-19) sugerem que a transmissão  possa ocorrer, mesmo sem aparecimento de sinais e sintomas.

Até o momento, não há informação suficiente de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas que uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O  Período  de  incubação  é  5,2  dias,  podendo  chegar  até  12,5  dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO

Tendo como base os aspectos clínicos da doença, bem como o cenário epidemiológico  que  se  apresenta,  atualmente  foram  definidas  as  seguintes definições para casos suspeitos:


¹contato próximo é definido como: estar a aproximadamente dois metros (2 m) de um paciente com suspeita de caso por novo coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento, por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.

Atualmente  são  considerados  16  países  como  países  com  área  de transmissão ativa para definição de caso suspeito: China; Japão; Coreia do Sul; Coreia do Norte; Irã; Vietnã; Camboja; Tailândia; Emirados Árabes; Austrália; França; Itália; Singapura; Alemanha; Filipinas e Malásia.

a) DEFINIÇÃO DE CASO PROVÁVEL: Caso suspeito com teste inconclusivo para COVID-19 ou em teste positivo de pan-coronavírus. 

b)   DEFINIÇÃO   DE   CASO   CONFIRMADO:   Indivíduo   com   confirmação laboratorial para COVID-19, independente de sinais e sintomas.
c)  DEFINIÇÃO  DE  CASO  DESCARTADO:  Caso  suspeito  com  resultado laboratorial negativo para COVID-19 ou com confirmação laboratorial para outro agente etiológico.
d) DEFINIÇÃO DE CASO EXCLUIDO: Caso notificado que não se enquadrar na definição de caso suspeito. Nessa situação, o registro será excluído da base de dados nacional.


Setor :Núcleo de Epidemiologia do HRC.
Enfermeira: Aurilene Alves

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