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10 de janeiro de 2021

Caraúbas: 150 anos da Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio

150 anos da Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio



A Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio, pertence a cidade de Caraúbas, interior do Rio Grande do Norte. Sua trajetória, teve início com a execução da sua primeira apresentação, que ocorreu em 10 de janeiro de 1871. Sendo assim, nesse ano de 2021, celebramos 150 anos do maior patrimônio musical no município. Durante essa longa trajetória da banda de música caraubense, vários maestros estiveram à frente da mesma, disseminando seus conhecimentos musicais e lutando pela sua continuidade, apesar das dificuldades.


Os regentes foram: Raimundo Cândido Ribeiro de Menezes (1870-1874), Obdon Fernandes Carneiro de Oliveira (1874-1874), Elísio Fernandes Carneiro de Oliveira (1874-1917), durante 43 anos e posteriormente foi afastado. Ainda em 1917, o músico Pedro Batista de Morais iniciou seu período na regência, até 1922, quando faleceu. Com esse acontecimento, Joaquim Amâncio veio a sucedê-lo (1922-1967), passando 45 anos à frente da banda e em 1967 enviou uma carta para Altino de Brito, lhe dando posse da maestria. Em 1970 ele entregou o cargo e Antônio Rosendo Pires assumiu, ficando até 1971 quando foi transferido para Apodi, com essa transferência, Altino assume novamente até 1973. Raimundo Nonato Gurgel de Paiva vem a assumir, em 1973, passando apenas cinco meses na regência, sendo sucedido por Luiz Antônio Filho (1974-1975) que com seu afastamento, logo passou o bastão para Salustiano Gomes de Sales (Salú) que permaneceu até o seu falecimento, em 1990. Sendo assim, substituído pelo seu filho, Antônio Gomes de Sales (Toinho), desde 1990 até o ano de 2019, quando o atual maestro, José Nilton Santos da Costa (Costinha) assumiu e está até os dias atuais.


Por muito tempo, ela pertenceu à Paróquia de São Sebastião – Paróquia da cidade, sendo considerada municipal na década de 70. Porém, a banda ainda não possuía um nome e com uma doação bem considerável do Coronel Rozendo Fernandes, no ano de 1939, resolve-se nomeá-la de Charanga Musical Coronel Rozendo Fernandes, como agradecimento. Posteriormente, como forma de reconhecimento pela frequente manutenção dos instrumentos e luta constante pela continuidade da banda, Joaquim Amâncio – que passou 45 anos como maestro (1922-1967) – foi homenageado com a nomeação da banda, que veio a ser Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio.


Desde o início as dificuldades existiram, porém, todo apoio é importante, porque impulsiona a continuidade. Ainda bem que quando se refere à banda de música, esse apoio esteve presente desde o início, quando o Cônego Pedro Soares de Freitas resolveu idealizar esse projeto musical, trazendo o Raimundo Cândido Ribeiro de Menezes – o primeiro maestro – para ensinar música na cidade. Com o passar dos anos, esses instrumentos ficaram em péssimas condições de utilização e a banda ainda se manteve viva, graças ao grande apoio do Coronel Rosendo Fernandes, que sempre deu suporte, além de Elísio Fernandes e Joaquim Amâncio, que realizavam os concertos por conta própria. Vale ressaltar ainda, o grandioso apoio e admiração de Cassiano Hipólito Fernandes ou “Seu Cassiano” – como era mais popularmente conhecido - e a sua profunda relação com a Banda de Música. Sendo ele desde cedo um amante nato da música, tinha grande entusiasmo e participação nas apresentações, principalmente nas festividades do Mártir padroeiro, tinha o sonho da Banda possuir uma sede própria, pena que ele não conseguiu realizá-lo, também chegou a escrever um livro, “Banda Caraubense Joaquim Amâncio”, que conta toda a trajetória da Banda, dos maestros que por ela passaram e entre outras coisas, como uma espécie de apadrinhamento – uma idealização do mesmo – com, principalmente, aqueles apoiadores/admiradores que concediam um convite para uma apresentação mais íntima, na sua própria residência, ofertando aperitivos/petiscos e homenagens aos músicos. Deixamos aqui, nosso grande agradecimento a cada convite, cada recepção calorosa, pois são essas ações que acabam impulsionando ainda mais o amor pela música e sua continuidade. Não queremos citar nomes, para não ocorrer o equívoco de esquecer algum, mas sintam-se agraciados com nossos sinceros agradecimentos.


A relação da Banda de Música com a Paróquia de São Sebastião já é consolidada desde a sua fundação, no qual, na abertura das festividades do padroeiro iniciou-se a sua trajetória e hoje, 10 de janeiro de 2021 celebra 150 anos de existência. Ao decorrer da sua trajetória, foram muitos os que contribuíram para a materialização e permanência das atividades da banda, e que de algum modo deixaram o seu legado (impressões), fortalecendo e consolidando esse grande patrimônio do município, o qual tentamos de alguma forma, homenagear durante esses dias. Ao longo desses 150 anos, a participação da Banda nas festividades alusivas ao Glorioso Mártir se torna cada vez mais efetiva, concedendo apresentações ao longo de todos os dias, por meio das alvoradas, salvas e cortejos que abrilhantam a programação religiosa e popular, tornando-se fundamental para todos que a prestigiam durante as suas apresentações.




Atualmente a Banda de Música Maestro Joaquim Amâncio, está sob a regência do maestro José Nilton Santos da Costa (Costinha) e possui os seguintes componentes:


  • Antônio Elvécio de Morais – Sax horn
  • Antônio Gomes de Sales – Sax barítono
  • Antônio Luiz da Silva - Bombardino
  • Amâncio Lopes de Freitas – Trompete
  • Arthur Murilo Alves de Oliveira – Sax soprano
  • Assis Blênio de Souza Fernandes – Trombone
  • Carlos José de Morais - Clarinete
  • Cleyson Gomes Bezerra – Trombone
  • Cleyton Medeiros de Brito Melo – Sax alto
  • Crisanda Rayanne de Araújo Câmara – Flauta transversal
  • Domingos Sávio Sales de Almeida – Percussão
  • Fabrício da Silva Soares – Bombardino
  • Ítalo Bruno C. de Morais – Sax alto
  • João Dehon de Brito – Percussão
  • João Emanuel Rodrigues de Morais – Trompete
  • Joaquim Monteiro Neto – Bateria
  • Jokácio Carlos de Oliveira Costa – Sax alto
  • José Ivanaldo Fernandes L. Júnior – Bateria
  • Kelvis Farias Gomes – Clarinete
  • Laurindo Moisés da Silva Filho – Bombardão
  • Lauro Gomes Cunha – Bombardão
  • Luiz Everton da Costa – Sax tenor
  • Luiz Josemberg de Oliveira – Trompete
  • Luiz Josevan Viana – Percussão
  • Makson Sander Câmara Moreira – Trompete
  • Manoel do Nascimento Neto - Clarinete
  • Marcos Roberto Fernandes Gurgel – Bombardino
  • Marcos Vinicius Nobre de Souza – Clarinete
  • Marília Gabriela Costa do Vale – Flauta transversal
  • Marjuli Fernandes Lima – Bateria
  • Paulo de Brito – Percussão
  • Rosemberg Sales da Silva - Trompete 

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